Lista de Patrimônios em Perigo da Unesco é atualizada durante o encontro

 

 

Nos últimos dias, a 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco tem trabalhado para rever a sua lista de Patrimônios em Perigo. A entidade inclui nessa relação qualquer bem cultural por ela tombado que sofra algum tipo de ameaça à sua preservação. A lista pode abarcar desde edifícios históricos que não passam por manutenção correta a zonas florestais postas em risco por um processo intenso de urbanização.

 

Por enquanto, a Unesco divulgou seis bens que, de acordo com os representantes reunidos, entraram para a relação: a floresta subtropical de Madagascar; a Catedral Bagrati e o Monastério Gelati, ambos na Geórgia; os túmulos dos reis de Buganda, em Kasubi (Uganda); e o Parque Nacional de Everglades, nos Estados Unidos. O destaque fica por conta deste último, pois sua inclusão na lista de patrimônios em perigo foi feita pelos próprios representantes do governo americano.

 

Por outro lado, a agência já anunciou que dois patrimônios estão fora do grupo de bens ameaçados. O primeiro deles é a cidade de Machu Pichu, no Peru. O segundo é o ecossistema das Ilhas Galápagos, que até então estava na lista e foi retirado.

 

Não há previsão ainda de quando será finalizada a avaliação de todos os bens que podem entrar ou sair da lista de patrimônios ameaçados.

 

 

 

Por Pietro Henrique Delallibera

Brasil terá centro de formação de gestores do patrimônio cultural

 

 

TERÇA-FEIRA, 27/07 - O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, e a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, assinaram ontem documento que estabelece a criação do Centro Regional de Formação para Gestão do Patrimônio. A criação desse órgão já havia sido aprovada durante a 35ª Conferência Geral da Unesco, que ocorreu no ano passado na França, e sua oficialização era uma das principais expectativas da 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, que acontece na capital federal.

 

O governo já anunciou que o centro oferecerá, a partir do ano que vem, cursos para 17 países sul-americanos e africanos com quem mantemos cooperação técnica. O foco dessas ações será a formação de profissionais capacitados na área de gestão dos bens culturais.

 

As principais metas do órgão serão promover a capacitação profissional e aprimorar os instrumentos de gestão do patrimônio. Com isso, a entidade busca contribuir para a plena implementação das Convenções da Unesco para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, de 1972, para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, de 2003, e para a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, de 2005.

 

 

 

Por Pietro Henrique Delallibera

Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco começa em Brasília

 

 

Entre os dias 25 de julho e 3 de agosto, Brasília é a sede da 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O encontro, segundo da história a ocorrer na capital federal, reúne cerca de 800 participantes vindos de 187 Estados Parte, ou seja, países comprometidos com as diretrizes firmadas pela agência internacional para a proteção do patrimônio da humanidade.

 

Durante os 12 dias de reunião, os participantes estão analisando a possibilidade de inclusão de 41 novos itens na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco; esses candidatos, que podem ser bens naturais, culturais ou mistos, foram apresentados por 35 diferentes países. O grupo também vai avaliar o estado de conservação de 31 bens que, embora já tenham conquistado esse reconhecimento, estão na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo. Os membros da reunião podem também decidir incluir novos bens que necessitem de atenção especial nessa lista.

 

Outra pauta importante desse encontro é a mudança nos critérios de seleção dos bens considerados patrimônios mundiais. Atualmente, as comissões analisam os candidatos ao título por meio de quatro critérios: a credibilidade do bem, ou seja, a certeza de que se trata de um objeto original e verdadeiramente único; o seu estado de conservação; sua capacitação para atender às demandas de turismo, educação etc.; e o seu grau de comunicação com a comunidade externa. A delegação brasileira irá lutar para que o quesito “cooperação” volte à pauta da Unesco, incentivando assim as ações conjuntas entre os países para a manutenção de seus bens culturais.

 

 

 

Por Pietro Henrique Delallibera

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